Caros leitores agradeço a presença de cada um de vocês, o meu objetivo neste Blog é falar um pouco sobre essa cultura magnifica e dessas Divindades maravilhosas, que enchem nossas vidas de alegria e muito axé. Meu objetivo e compartilhar informações para que essa cultura nunca morra.
Peço a vocês que deixe seu comentário, seja com crítica, elogio ou sugestão.
Estou procurando fazer o melhor para expressar nosso amor e carinho a essa cultura linda.
Peço a ajuda de vocês comentem, compartilhem passe para seus amigos.
Oxóssi é
arquétipo do caçador, que mora na mata, que caça a noite, que mata com uma
flecha só, todas essas expressões você irá encontrar várias vezes nas cantigas
desse orixá.
Odé como
também e conhecido, é o orixá da prosperidade da colheita, dos frutos, legumes
e grãos. Com exceção das ervas (que são domínio de Ossain) tudo o que se planta
e colhe pertence a Oxóssi. A caça é também uma das suas principais características,
é o orixá provedor responsável pela prosperidade e pela fartura.
É irmão de
Ogum com quem aprendeu a agricultura e a caça, dizem que aonde Ogum tirar o seu
pé, Oxossí põe o dele. Um dos mais belos orixás, teve um filho com Oxum (Logun
Éde).
Odé é misterioso,
calado e sorrateiro e assim como o caçador ele observa o local e espera a hora
certa para desferir o golpe certeiro. Porém Oxossí em contra partida tem uma
facilidade de ser enganado por uma bela promessa de amor.
Segue
abaixo um Itan para entendermos melhor a natureza desse magnifico e encantador orixá:
Em tempos distantes, Odùdùwa, Rei de Ifé,
diante do seu Palácio Real, chefiava o seu povo na festa da colheita dos
inhames. Naquele ano a colheita havia sido farta, e todos em homenagem, deram
uma grande festa comemorando o acontecido, comendo inhame e bebendo vinho de
palma em grande fartura. De repente, um grande pássaro, pousou sobre o Palácio,
lançando os seus gritos malignos, e lançando farpas de fogo, com intenção de
destruir tudo que por ali existia, pelo fato de não terem oferecido uma parte
da colheita as feiticeiras Ìyamì Òsóróngà. Todos se encheram de pavor, prevendo
desgraças e catástrofes. O Rei então mandou buscar Osotadotá, o caçador das 50
flechas, em Ilarê, que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas
investidas, desperdiçando suas 50 flechas. Chamou desta vez, das terras de
Moré, Osotogi, com suas 40 flechas. Embriagado, o guerreiro também desperdiçou
todas suas investidas contra o grande pássaro. Ainda foi, convidado para grande
façanha de matar o pássaro, das distantes terras de Idô, Osotogum, o guardião
das 20 flechas. Fanfarrão, apesar da sua grande fama e destreza, atirou em vão
20 flechas, contra o pássaro encantado e nada aconteceu. Por fim, todos já sem
esperança, resolveram convocar da cidade de Ireman, Òsotokànsosó, caçador de apenas
uma flecha. Sua mãe, sabia que as èlèye viviam em cólera, e nada poderia ser
feito para apaziguar sua fúria a não ser uma oferenda, uma vez que três dos
melhores caçadores
falharam em suas
tentativas. Ela foi consultar Ifá para Òsotokànsosó. Os Babalaôs disseram para
ela preparar oferendas com ekùjébú (grão muito duro), também um frango òpìpì
(frango com as plumas crespas), èkó (massa de milho envolta em folhas de
bananeira), seis kauris (búzios). A mãe de Òsotokànsosó fez então assim,
pediram ainda que, oferecesse colocando sobre o peito de um pássaro sacrificado
em intenção e que oferecesse em uma estrada, e durante a oferenda recitasse o
seguinte: “Que o peito da ave receba esta oferenda”. Neste exato momento, o seu
filho disparava sua única flecha em direção ao pássaro, esse abriu sua guarda
recebendo a oferenda ofertada pela mãe do caçador, recebendo também a flecha
certeira e mortal de Òsotokànsosó. Todos após tal ato, começaram a dançar e
gritar de alegria: “Oxossi! Oxossi!” (caçador do povo). A partir desse dia
todos conheceram o maior guerreiro de todas as terras, foi referenciado com
honras e carrega seu título até hoje. Oxossi.
Dia: Quinta-Feira
Cor: Azul-Turquesa
Símbolos: Ofá (arco), Damatá (flecha), Erukeré
Elementos: Terra (florestas e campos cultiváveis)
Domínios: Caça, Agricultura, Alimentação e Fartura
Ogum é um dos principais Deuses do panteão Africano, um dos
orixás mais cultuados em todo Brasil. A palavra Ogum do idioma yoruba significa
“Guerra”, por tanto o próprio nome explica a natureza desse orixá, Ogum é a
guerra o conflito a batalha, sempre que nos encontramos em uma batalha é a Ogum
a quem recorremos.
É o arquétipo do Guerreiro, que derramou muito sangue em Yrê,
aonde foi rei, e em muitas outras tribos da África. Ogum quem desenvolveu a
forja do ferro, por esse motivo é o senhor desse elemento, fez a espada e todos
os outros instrumentos de ferro, também por esse motivo Ogum torna-se o senhor
da agricultura (arte que ele ensinou ao seu irmão Oxóssi).
Por portar o facão e a espada Ogum é quem abre os caminhos
junto com Exu (seu irmão), sempre pedimos a Ogum que abra nosso caminhos, Ogum
é forte, ágil e sua ira é incontrolável, Ogum em cólera é imbatível, violento e
cruel, características forte em seus filhos.
Sua roupa é o Mariwô (palha feita com as folhas do
dendezeiro) é um orixá da terra, mais tem forte em sua essência o “fogo”
elemento primordial na forja do ferro.
É sincretizado como Santo Antônio na Bahia e São Jorge no Rio
de Janeiro.
Em alguns Itans é tido como filho de Oxala e Yemanjá e irmão
de Oxóssi e Exu, não importa o itan Ogum é sempre a figura da força, da
coragem, da valentia e da fúria.
Seus Caminhos são:
Ogum Meje: Guardião das sete entradas de Irê, o guardião das
casas de ketu.
Ogum Já: Aquele que recebe Cão como oferenda
Ogum Amene: Ligado a Oxum
Ogum Alegbede: Deus dos Ferreiros.
Ogum Akoró: toma conta da casa de Oxalá, usa coroa de Mariwo.
Ogum Oniré: Rei, senhor de Irê.
Ogum Wáris: Ferreiro dos metais dourados.
Segue abaixo um Itan para que possamos conhecer mais sobre
Ogum:
Ogum decidiu, depois de numerosos anos ausente de Irê, voltar para
visitar seu filho (informação pessoal do Oníìré em 1952). Infelizmente, as
pessoas da cidade celebravam, no dia da sua chegada, uma cerimônia em que os
participantes não podiam falar sob nenhum pretexto. Ogum tinha fome e sede; viu
vários potes de vinho de palma, mas ignorava que estivessem vazios. Ninguém o
havia saudado ou respondido às suas perguntas. Ele não era reconhecido no local
por ter ficado ausente durante muito tempo.
Ogum, cuja
paciência é pequena, enfureceu-se com o silêncio geral, por ele considerado
ofensivo. Começou a quebrar com golpes de sabre os potes e, logo depois, sem
poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas mais próximas, até que
seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas, como cães e
caramujos, feijão regado com azeite-de-dendê e potes de vinho de palma.
Enquanto saciava a sua fome e a sua sede, os habitantes de Irê cantavam
louvores onde não faltava a menção a Ògúnjajá, que vem da frase ògún je ajá
(Ogum come cachorro), o que lhe valeu o nome de ògúnjá.
Satisfeito
e acalmado, Ogum lamentou seus atos de violência e declarou que já vivera
bastante. Baixou a ponta de seu sabre em direção ao chão e desapareceu pela
terra adentro com uma barulheira assustadora. Antes de desaparecer, entretanto,
ele pronunciou algumas palavras. A essas palavras, ditas durante uma batalha,
Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou.
Para falar desse orixá magnifico, precisamos desmitificar
esse personagem maravilhoso do panteão africano. Ao contrário do que a maioria
pensa Exu não é o Demônio, até porque o demônio é uma criação do cristianismo,
em outras religiões esse personagem que é sempre o oposto do divino, do
perfeito, é sempre um personagem que se assemelha ao ser humano, e por isso é
muito próximo dele.
Em todas as culturas existem as divindades divinas
próximas da perfeições, e as mais humanizadas, mais próximas dos nossos
defeitos e qualidades, e Exu é isso, Exu se aproxima muito do ser humano por
afinidade e semelhança, e talvez por esse motivo ele é extremamente importante,
Exu é a porta entre o Ayê e o Orum (Terra e o Céu) o mensageiro entre os homens
e os orixás.
Exu é o primeiro, o início é o número 1, e deve ser
saudado antes de todos, reverenciado antes de todos, sua oferenda vem antes de
todos, e por ser o princípio deve ser muito respeitado como senhor que abre os
caminhos, aquele que vai na frente (qualidade que ele compartilha com seu irmão
Ogum).
Abaixo veja um Itan (lenda) para entender melhor a
história de Exu:
Exú ajudava Olodumare na criação do mundo, bem no
princípio, durante a criação do universo. Olodumare reuniu os sábios do Orum
para que o ajudassem no surgimento da vida e no nascimento dos povos sobre a
face da terra, entretanto, cada um tinha uma ideia diferente para a criação e
todos encontravam algum inconveniente nas ideias dos outros, nunca entrando num
acordo, assim surgiram muitos obstáculos e problemas para executar a boa obra a
que Olodumare se propunha.
Então, quando sábios e o próprio Olodumare se
propunha e já acreditava que era impossível realizar tal tarefa. Exú veio em
auxílio de Olodumare e disse que para obter sucesso em tão grandiosa obra era
necessário sacrificar 101 pombos como ebó. Com o sangue dos pombos se
purificariam das diversas anormalidades que perturbavam a vontade dos bons
espíritos, daqueles que queriam uma construção, que queriam uma vida melhor. Ao
ouvi-lo, Olodumare estremeceu, porque a vida dos pombos está muito ligada a sua
própria vida. Mesmo assim, pouco depois sentenciou; assim seja pelo bem de meus
filhos, e pela primeira vez então, sacrificaram-se pombos.
Exú foi guiando Olodumare por todos os lugares
aonde se deveria verter o sangue dos pombos para que tudo fosse purificado e
para que seu desejo de criar o mundo assim fosse cumprido. Quando Olodumare
realizou tudo o que pretendia convocou Exú e lhe disse:
“– Muito me ajudastes e eu bendigo teus atos. Por
toda a eternidade sempre será reconhecido. Exú será louvado sempre e antes do
começo de qualquer empreitada, você será homenageado”.
Exu
Dia: Segunda-Feira
Cor: Preto e Vermelho
Simbolo: Ogó (simboliza o pênis)
Elemento: Terra e Fogo
Domínios: Sexo. magia, poder, sedução e realização.